O espelho_3

Ficou ali, à porta, ao espelho, não entrou na casa-de-banho. A voz dele soava e ecoava: “Vem, vem, verás…”

E eu debaixo do chuveiro, àgua fria escorrendo-me pelo corpo, sem acalmar a excitação, ouvia e pensava “Vem, vem, verás…”

Acabei por ir, por me deixar envolver por aquela voz fantástica. Deitou-me numa cama, tipo camarata que não tinha visto antes. Retirou um pequeno caixote de debaixo da cama onde procurou um creme. Pensei que queria usá-lo e quis levantar-me, mas com um gesto descansou-me. Um dedo frente aos lábios, uma mão na cabeça, e senti-me calmo como acho que nunca tinha estado na vida.

Deitou creme nas mãos e começou a massajar-me. As mãos dele deslizavam de forma feérica. Os meus ombros, geralmente tensos ficaram relaxados, as minhas costas igualmente. Desceu aos poucos, muito lentamente, até às nádegas. Aí demorou-se, sentia mãos e língua a massajarem-me, mordiscando-me.

Colocou uma mão entre as minhas pernas e começou a brincar com os meus testículos. Abri as pernas para elee estar mais à vontade. Puxou-me a verga para trás e massajando foi passando das mãos à língua, à boca.

Levantou-me ligeiramente na zona da anca e entre caralho, tomates e rabo, a língua dele ia fazendo as minhas delícias, puro prazer, puro paraíso.

Nunca me tinha sentido assim, tão confiante com alguém, principalmente para fazer algo que nunca tinha acontecido antes e cuja primeira experiência tinha sido má. Mas fiquei, não me mexi. Abri todos os sentidos e deixei-me levar por eles.

Enquanto me mamava e me lambia os tomates, comecei a sentir algo entrar no meu rabo. Percebi que devia estar a usar um dildo para ajudar a sua própria penetração. E fiquei ao rubro. Ele mamava cada vez com mais vigor enquanto me fodia com o vibrador. E não aguentei mais, vim-me, deitei forma o meu leite como nunca tinha deitado. Estava quase com convulsões enquanto ele, não deixando nada se escapar da boca dele, continuava a enfiar o dildo.

Passado uns segundos, ajudou-me a virar. E de frente para ele, olho nos olhos, entreguei-me com paixão. E sempre olhando-nos nos olhos, retirou o pau dele e ofereceu-me a cabeça ruiva a chupar, a lamber. Veio-se pouco depois, ficando com a cara coberta do seu leite que ele se apressou a limpar com a língua, beijando-me também fervorosamente.

Ficámos uns minutos deitados naquela estreita cama, bem colados, pele contra pele, sentidos contra sentidos… e adormeci exausto.

Acordei já era de noite. Hoje não tinha ido trabalhar e ninguém parece se ter importado com isso, ninguém perguntou, ninguém telefonou, como se o tempo tivesse parado e ainda não tivesse amanhecido. Pensaria que não passara de um sonho, não estivesse do lado de lá do espelho, deitado na cama tipo camarata, caixote pequeno aos seus pés, cuidadosamente arrumado. Voltei a empurrá-lo para debaixo da cama.

Levantei-me e olhei para a janela. Agora apenas se via a luz da iluminação pública. Nada de raios de sol e de anjos. Aliás, estava sozinho. Entrei na casa-de-banho, puxei pelo espelho para o fechar e deitei-me. Sonhando com o sonho de tarde de verão, com o espelho, com o meu anjo.

Taurnil Lossehelin

(Foto da net: Ben Dodge licked by the pizzaman)

~ por taurnillossehelin18 em Maio 7, 2008.

Uma Resposta to “O espelho_3”

  1. Deliciosas loucuras

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