Perdido [2]

Ficámos sentados ali fora. Bebemos a cerveja enquanto conversávamos. Confesso que não esperava estar tão à-vontade. Parecia que nos conhecíamos desde sempre. Como aqueles grandes amigos que não se vêem há bastante tempo e um diam se reenontram, como se o tempo não tivesse passado e sempre estivessem juntos.

Bebemos 1, 2, 3 cervejas e finalmente trouxe o jantar. Sopa dizia ele… Era um manjar. Disse-me que adorava cozinhar, mas como vivia ali  sozinho, acabava por fazê-lo pouco. Tinha sempre de tudo nas duas arcas, muitos dos ingredientes até já meio preparados. tempo tinha de sobra. Os dias acabavam cedo e como de inverno escurecia depressa entretinha-se em casa a preparar jantares que congelava antes de ir ao forno, a ler, a ver televisão (tinha satélite)  e navegar na internet. Confessou-me que tinha três blogues. Um profissional e dois pessoais. talvez me mostrasse um dia. Um website também onde divulgava e vendia os seus produtos.

A conversa foi longa e já eram quase 23h quando me perguntou se queria então tomar banho. Finalmente entrei em casa.  Toda em madeira por dentro, muito bem decorada. Um mimo… um sonho de casa.  Mostrou-me onde ficava a casa de banho. Disse-me para ficar à-vontade que ia buscar uma toalha. Comecei a despir-me, deixei a água a correr pensando que demorava um pouco a vir quente, mas enganei-me. Entrei na banheira, protegido por uma porta de vidro transparente. A sensação foi óptima. O jantar tinha sido bem regado e sentir aquela água quente no corpo  deixava-me bem relaxado. Comecei a ensaboar-me, massajar o corpo com aquela espuma de banho que ele ali tinha estava a deixar-me delirante, em extase.

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Quase nem reparava que ele tinha entretanto entrado para me entregar a toalha. Estava de boxers e pude finalmente comtemplar aquele corpo definido, mas musculado, bem proporcionado.

Pediu desculpa, balbuciando que bateu mas que não respondi e acabou por entrar… “Também estamos entre homens…” Reparei que afinal apesar daquela atitude extrovertida quando nos encontrámos à beira da estrada ele também tinha ficado estranho, incomodado, ao ver-me completamente nu, massajando devagar o corpo. Tirei partido da situação e comecei a lavar a zona púbica, devagar, sensualmente… eroticamente.

Sorriu e saiu, disse-me que esperava lá fora para o café.

Fui ter com ele igualmente de boxers. Serviu o café e um excelente wisky que guardava numa garrafeira especial para não alterar o sabor com o gelo.

Passado pouco tempo, pareceu-me a mim, conduziu-me ao quarto. “A cama está feita de lavado.” Quando pensei que íamos dormir ali os dois, naquela cama de casal antiga, estreita para os padrões modernos, continuou dizendo que ele dormiria no sofá. O despertador marcava quase 1h da manhã.

[continua...]

~ por taurnillossehelin18 em Março 27, 2009.

3 Respostas to “Perdido [2]”

  1. este conto promete!!!
    aguardo avido pelo desfecho!!
    muito bom o blog!!
    abraços direto da Bahia-Brasil!!!

  2. sou do Brasil e enfim lí todos os seus contos, adoro seu blog, suas histórias e estórias!! fico muito feliz de ter um blog q aborda a bísexualidade de forma tão bela e tão normal. Nunca deixe morrer esse blog!! Parabéns!!! um grande abraço!!!

  3. obrigado Ricki, 3ª parte já publicada.

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