Perdido [4]
Sentir o vapor ondulando pelo corpo, deixando-nos suados. Imaginando outros corpos suados, envolvidos na bruma com ligeiro odor a eucalipto.
Roçar-se pelas prachas de madeira polida, imaginando outros corpos sensualmente abraçados, suados, aquecidos pelas pedras, refrescados pela água.
Nadar nú, livre. Sentir os genitais livres na água, desenhando pequenas ondas em movimentos perpétuos.
Ficar teso de penr em tudo isto, sentindo-se ali, naquele lugar rodeado de belos corpos imberbes, peludos, definidos, fortes, novos, menos novos…
Rodopeavam pensamentos quando entrava no banho turco, na sauna, na piscina, no duche. Estive quase sempre teso. nem a água fria me retirava vigor. Sentia tremores das pontas dos dedos dos pés até aos cabelos, deixando-me em extase. Acho que nunca me tinha sentido assim, livre de pensar e agir.
Sentia-me tão bem que nunca pensei ser observado. no entanto estava. Não sei há quanto tempo é que ele tinha voltado. Se alguma vez tinha saído. Não sabia que horas eram, quantas tinham passado. Apenas imaginava o meu corpo suado, enroscado noutro, no banho turco, na sauna, na piscina, no duche…
E no entanto ali estava ele. Deitado num dos sofás grandes enconstados à parede, observando-me, sorrindo.

Fiquei parado, meio envergonhado de estar ali de pau duro, sozinho, de um lado para o outro. Mas ele teimava em não ficar flácido. Na minha mente rodopiavam imagens, desejos sensuais e sexuais e ele ali, naqueles modos a olhar para mim, sorrindo. Fez-me sinal. Dirigi-me a ele. Sentei-me junto a ele. Debruçou-se, beijou-me demoradamente. Retirou a t’shirt e o resto da roupa. estava teso já. Demoradamente me beijou, desceu aos mamilos e lambendo chegou à zona púbica.
Brincou lambendo à volta, por baixo dos tomates, algo que me deixa em extase, o rego, subiu e enfiou o meu pau de uma vez, bem fundo, bem fundo…
Chupava de forma tão suave e decidida em simultâneo que estava quase a vir-me. Percebeu e retirou-o, lambeu novamente à volta, desceu ao rego, brincou, lambeu, virou-me de costas e continuou, gemia, gemíamos.
Foi subindo pelas costas, língua colada ao meu corpo, sentindo agora o pau dele perto do meu ânus, passando, sem entrar, subiu igualmente pelas costas, roçando, sentido um fio húmido a varrer-me a espinha. Virou-me novamente e tinha a verga dele, bem perto da minha boca… apenas precisei de a abrir para o receber, para me deleitar com aquele pau perfeito, veias salientes, grande q.b., grosso, cabeça saborosa, precum deliciosa.
Voltou a descer, o fio húmido passou por entre o meu peito, deteve-se no umbigo para um fervoroso linguado, roçou o meu pau, os tomates e o ânus. Lubrificou-me, penetrou-me suavemente, vigorosamente, suavemente, vigorosamente.
Veio-se no meu peito, junto ao meu leite. Deitou-se em cima de mim, comungámos esperma nos nossos corpos suados, trocámos beijos intensos e ali ficámos, no sofá, ouvindo pássaros no exterior que na sua linguagem cantavam a felicidade do momento.
Taurnil Lossehelin
(Foto da net)

