Rui

Ia conduzindo devagar. A estrada não estava apelativa, pela simples razão que me tinha perdido. Ainda por cima, parecia que a paisagem era toda igual: campos abertos até perder de vista. nem uma casa por perto. Nada!

A somar, estava a ficar com pouco gasóleo. E como devem calcular, não via casas nem bombas de gasolina.

Mais um cruzamento e mais uma incógnita. Que direcção tomar. Para onde ir? Decidi voltar à direita porque via ao longe um pequeno bosque. Pelo menos mudava de paisagem. Estava farto de campos cultivados coloridos. Depois de umas duas horas a andar às voltas, vendo sempre o mesmo e com a impressão que já tinha passado por aquele caminho deixava-me tonto.

Virei então a caminho do bosque. Uma certeza. pelo menos poderia parar à sombra para descansar.

E a luz do combustível que teima em estar acesa. Que fazer numa situação dessas?

Já estava dentro do arvoredo quando o carro começa a soluçar. E agora? estou tramado pensei eu. Encostei, desliguei o motor e fiquei pensativo, fumando um cigarro. Já não estaria no destino hoje. Negócios em risco.

Saio do carro, decidido a andar de modo a encontrar alguma casa para chamar um reboque quando, espanto meu, vindo do nada, em sentido contrário vinha precisamente um. Velho, é verdade. Ferrugento até, mas dava para levar o carro até uma bomba. Faço sinal para ele parar e o condutor encosta mesmo frente ao meu carro.

Digo-lhe o quanto estou contente por vê-lo, que pensava não ver viva alma e começo a explicar o que me estava a acontecer quando ele sai e fico mudo e calado. Nunca um gajo me tinha impressionado tanto. Apenas com as calças vestidas, o rapaz ficou a olhar para mim, à espera que continuasse, mas apenas conseguia admirar aquele corpo.

Corpo definido, musculado, cabelo curto, alguns pelos, era simplesmente sensacional.

Recupero a mente e o psíquico e continuo o meu discurso. Ele tinha um ar de gozo. Acho que se tinha apercebido que lhe tinha tirado as medidas todas. Também julgo que discreto não fui, olhando-o de alto a baixo, fixando os meus olhos naquele peito fenomenal.

Com poucas palavras, dá meia volta ao reboque, atrela o carro e diz-me para subir.

Disse-me que a bomba era longe ainda, mas que ele tinha algum gasóleo em casa e que mo poderia fornecer a troco de algum pagamento. Fiquei a saber que ele era um agricultor na zona e que tinha comprado o reboque porque o tractor avariava bastante e ficava-lhe mais barato isso do que comprar um novo. Soube também que ele sabia de mecânica e então era ele que tratava das avarias do tractor dele.

A casa dele não era muito longe. Demorámos uns cinco minutos. Era logo depois do bosque. Casa modesta, sendo que o quintal mais parecia um ferro velho do que um jardim. Sendo ele agricultor gracejei com isso e ele riu-se. Um riso sonoro, sedutor, tal como o olhar dele.

Retirou o carro, deitou algum gasóleo e disse-me que chegaria para ir até à aldeia próxima. Explicou-me que naquela zona era preciso ter cuidado. as estradas pareciam todas iguais e facilmente andávamos às voltas estando afinal perto de uma povoação.

Perguntei-lhe pelo nome. Rui disse ele. João retorqui eu. Perguntou-me se queria beber alguma coisa. Disse que sim, que tinha a garganta seca. Foi buscar uma cerveja e ficámos a conversar. O rapaz tímido tinha desaparecido. Estava mais expansivo e num laivo de falta modéstia perguntou-me se o tinha achado bonito. Se queria ver mais já que o tinha avaliado todo quando nos encontrámos na estrada. Fiquei bastante corado. Tinha a certeza que ele tinha reparado, mas daí a perguntar-me, nunca o tinha pensado. Balbuciei umas palavras, mas sem esperar, desapertou os botões das calças, deixando perceber que não tinha roupa interior.

Não consegui dizer-lhe para parar, que não era o momento. Começava a entrever o cimo dos pelos púbicos e aos poucos a verga que ele tirou toda para fora ficando a olhar para ela e depois para mim.

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Ele era simplesmente perfeito. Aquela cara, doce, com um olhar tão expressivo. Aquele corpo que me deixara sem palavras momentos antes e agora aquele mangalho. Apontava ligeiramente para o lado, as veias salientes… convidava a uma celebração de luxúria sem precedentes.

Aproximou-se e disse-me que que me queria, que me desejava. Que sabia que eu também o queria. Entrámos na casa dele.

Acabei por sair já o sol brilhava novamente. Com promessas de me perder novamente para ele me resgatar.

Taurnil Lossehelin

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~ por taurnillossehelin18 em Outubro 1, 2007.

4 Respostas to “Rui”

  1. Caro amigo de alem mar, parabens por seus escritos, um texto envolvente e excitante, pense seriamente em escrever um livro, uma novela mais longa.
    abs

  2. Parabéns pelo texto! Conseguiste escrever uma história excitante mas sem ser explícita (ao contrário das minhas, lol.). E as fotos ajudam 😉

  3. sem me deter no conteúdo, gosto da forma como escreves e descreves. parabéns!

  4. Oi!
    Muito interessante o seu blog.
    Além dos textos, você tem umas fotos incríveis aqui!
    Até mais!

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